Os investidores de varejo choram! Brasil cancela isenção fiscal de criptomoedas e cobra imposto de renda unificado de 17,5%
O Decreto Temporário 1.303 do Brasil entrou em vigor, cobrando um imposto de renda de criptomoeda de 17,5% em todos os níveis e cancelando a isenção fiscal original de 35.000 reais (aproximadamente US$ 6.300), com os pequenos investidores arcando com o peso.
(Resumo preliminar: O Brasil aprovou o projeto de reserva do Bitcoin: investir até 5% das reservas cambiais para comprar BTC, o que deverá estabelecer um precedente para os países do G20)
(Suplemento de referência: Michael Saylor fala sobre a decisão "Tudo em Bitcoin": a COVID-19 me fez ver claramente que o dólar americano e o ouro são falsos)
A Decreto Provisória nº 1.303 brasileira foi lançada em junho 14, horário local, estipulando que todos os lucros pessoais com criptomoedas devem estar sujeitos às mesmas regras. O imposto de renda de 17,5% e a isenção que costumavam chegar a cerca de 35 mil reais (aproximadamente US$ 6.300) por mês foram oficialmente eliminados. No passado, o antigo sistema tinha uma taxa de imposto progressiva de 15% a 22,5%, e apenas as transacções de elevado valor estavam sujeitas a impostos elevados. Agora, a taxa de imposto foi nivelada, com os investidores de retalho a suportarem o peso, enquanto as instituições caíram dos 22,5% originais para 17,5%.
A FinanceFeeds informou que o governo brasileiro estima que esta medida aumentará a receita fiscal em 10 mil milhões de reais em 2025, duplicando para 20 mil milhões de reais em 2026. Ao mesmo tempo, o projeto de lei também exige que as exchanges e as carteiras retenham impostos sobre promessas e lucros. O Ministro da Economia, Fernando Haddad, disse em uma coletiva de imprensa:
"A alíquota tributária unificada pode expandir a base tributária e tornar as regras mais simples."
Detalhes da reforma tributária e possível impacto
De acordo com estatísticas da empresa de tecnologia financeira ABCrypto, quase 90% dos investidores de varejo cujo volume mensal de transações está abaixo do limite de isenção de impostos enfrentarão impostos pela primeira vez; com base numa taxa de retorno anualizada de 15%, o lucro líquido pode cair mais de 10%. Em contrapartida, a taxa de imposto para os grandes comerciantes foi reduzida de 22,5% para 17,5%, poupando efectivamente 5 pontos percentuais na carga fiscal.
Afetado pelas notícias políticas, o volume de negociações da bolsa local brasileira Mercado Bitcoin no dia 14 aumentou 27% em comparação com o dia anterior, indicando que alguns investidores correram para liquidar suas posições antes que o antigo sistema expirasse. O consultor de criptografia Paulo Silva disse
“Para clientes com transações mensais inferiores a 35 mil reais, a carga tributária saltou de zero para 17,5% e muitas pessoas simplesmente pararam.”
Por outro lado, a nova lei exige que os prestadores de serviços de ativos virtuais (VAPs) sejam obrigados a reter 17,5% do imposto diretamente na fonte antes de todos os juros de participação e mineração de liquidez serem distribuídos. Isto também pode fazer com que alguns utilizadores mudem para plataformas descentralizadas sem retenção ou aumentar os riscos de conformidade.
Apesar das reclamações dos pequenos investidores, a taxa fixa de imposto trouxe oficialmente as criptomoedas para a estrutura de investimento dominante da maior economia da América Latina. Se o Congresso posteriormente confirmar a lei novamente, o mercado brasileiro caminhará oficialmente em direção ao novo normal de “mesmos impostos, mesmas regulamentações”.