Itaú, maior banco do Brasil, orienta clientes a destinarem 3% do Bitcoin para combater a desvalorização do dólar norte-americano
O Itaú Unibanco está recomendando que os clientes transfiram de 1% a 3% de seus recursos para Bitcoin, abrindo uma nova frente para os investidores brasileiros contra a queda do real.
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Isto não é um milagre sobre a riqueza repentina, mas um guia de sobrevivência dado pelo Itaú Unibanco, o principal banco privado do Brasil, no final de 2025, quando o dólar americano estiver forte e o real se desvalorizar. No dia 14 de dezembro, a Itaú Asset Management, que administra US$ 500 bilhões em ativos, recomendou formalmente pela primeira vez que os clientes alocassem 1% a 3% de suas posições em Bitcoin para colocar um “airbag” em suas carteiras de investimentos.
A regra de ouro dos 3%: resultados atuariais de baixa correlação
O Itaú apontou em relatório interno que a correlação entre Bitcoin e ativos tradicionais brasileiros permaneceu em torno de 0,5 por muito tempo, e até caiu para 0,17 quando o mercado entrou em pânico. Em outras palavras, quando a bolsa de valores de São Paulo despenca devido a mudanças políticas ou dados econômicos, o Bitcoin muitas vezes se move na direção oposta. Depois de muitas simulações de Monte Carlo, a equipe encontrou o “ponto ideal” – converter 1% a 3% da posição em Bitcoin pode efetivamente reduzir a volatilidade geral sem permitir que as flutuações violentas da criptomoeda diminuam o retorno geral. Renato Eid, chefe de estratégia do Itaú Beta, enfatizou:
"Nosso objetivo não é empurrar os criptoativos para o centro do palco, mas torná-los um contrapeso à carteira de investimentos."
O "escudo digital" na tempestade cambial
Em 2025, a política "America First" promovida pelo governo Trump atraiu fundos globais em dólares americanos de volta ao país, e o real caiu para 1 em relação ao dólar americano. Parte inferior às 6h30. Para os investidores brasileiros, mesmo um retorno nominal de 10% sobre o subjacente local ainda poderia ser um retrocesso em relação ao dólar americano. O Bitcoin é cotado em dólares americanos, o que funciona como uma apólice de seguro internacional: quanto mais fraco o real em relação ao dólar americano, maior será o preço do Bitcoin em termos reais. Confrontado com uma pressão de depreciação anual de 12% a 15%, este “escudo digital” pode proteger parcialmente contra a perda de poder de compra e fixar o valor global dos activos.
Consenso institucional de Wall Street a São Paulo
As ações do Itaú não estão sozinhas, mas fazem parte da mudança nos setores globais de alocação de ativos. O Bank of America também recomendou recentemente que os clientes patrimoniais alocassem 1% a 4% para ativos criptográficos; A BlackRock, que administra mais de trilhões de dólares, também deu uma proporção de cerca de 2%. Para o Brasil, isso é tanto integração internacional quanto defesa local. Diante da rápida implantação do Nubank, novato em tecnologia financeira, o Itaú usou o Bitcoin ETF BITI11 e seu próprio aplicativo íon para converter necessidades de hedge em taxas de administração e de movimentação, estabilizando as trincheiras competitivas de bancos centenários.
Risco e disciplina: alerta dos banqueiros
O Itaú não traçou um plano para “preços até a lua”, mas lembrou aos investidores que a volatilidade do Bitcoin ainda é três a quatro vezes maior que a do S&P 500. “Não pense no momento”, diz o relatório. “A retenção disciplinada é a chave.” À medida que o Banco Central do Brasil implementa uma nova estrutura regulatória para ativos criptográficos em 2025, o Itaú, que está sujeito a supervisão rigorosa, tornou-se um portal compatível para fundos conservadores entrarem no campo criptográfico. Os investidores têm um guarda-chuva extra disponível, mas também têm de suportar o peso de segurá-lo.
A conclusão é simples: num momento em que o dólar americano esgotou a liquidez global e o real está em turbulência, o Bitcoin deixou de ser uma “ficha de cassino” para se tornar uma ferramenta defensiva. A sugestão de 3% do Itaú não é uma propaganda de criação de riqueza, mas um aviso na era da inflação: colocar uma pequena quantidade de capital na cadeia pode ser o prémio de seguro para proteger a última milha de riqueza.